Junta Freguesia de Melres

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Conflitos Armados - Guerras


Identidade Territorial de Melres


Conflitos Armados - Guerras

Implicações ou efeitos sobre MELRES

Na história militar de Portugal houve várias guerras, com implicações para Melres e para os seus habitantes.
Existiram situações em que alguns Melrenses, foram chamados a cumprir o seu dever patriótico; outros casos houve, em que os acontecimentos, ocorreram aqui, com implicação nas suas gentes, sujeitas a necessidades e sacrifícios infligidos pelos agressores ou invasores.
De uma forma simples e sem pormenorizar, far-se-á um enquadramento geral a cada uma das diferentes Guerras, abordando a implicação mais directa sobre Melres ou sobre os Melrenses, e acentuando esta parte que se liga à história de Melres.
Na generalidade das pessoas o que lhes ocorre é que passamos incólumes e distantes das diferentes Guerras que foram ocorrendo pelo País, como se aquilo que acontece no País, não nos afectasse directamente.
Não podíamos formar ideia mais errada de que aquilo que se passa no País, não nos afecta a nós, Melrenses, que estamos aqui neste canto à beira Douro e que somos um povo pacífico.
Precisamente por termos sido directa ou indirectamente arrastados para participar em Guerras, ou porque batalhas que se deram na nossa terra, irei traze-las ao conhecimento dos meus conterrâneos.


GUERRA CONTRA OS MOUROS

Como nos refere Baptista Lima, na bula de 1320, dada em Avinhão (França) – residência Papal entre 1309 e 1377 -, figura a igreja de Melres com 30 libras de rendimento, para a décima destinada à Guerra contra os Mouros e concedida pelo Papa ao nosso rei D. Dinis I.
É desta forma que se conhece, uma dos motivos mais antigos, que leva o povo de Melres a contribuir e a tomar posição numa guerra.


GUERRAS FERNANDINAS

D. Fernando

O que caracterizou estas Guerras foi essencialmente uma disputa do trono de Castela entre D. Fernando I de Portugal e Henrique II de Castela.
Contudo este monarca durante o seu reinado esteve envolvido em várias Guerras e foi com ele que se concluiu a designada muralha fernandina na Cidade do Porto. É precisamente pela construção desta muralha que o Rei decretou a contribuição e a necessidade de recorrer ao povo de Melres. Por isso ordenou “que os seus moradores contribuíssem em certos dias do ano com o serviço de carros de bois, trabalho braçal ou dinheiro correspondente para a construção da dita muralha”...sem que em nada nos beneficiasse, em favor da importância militar que as muralhas tinham ou representavam naquela época.
Considerando ainda as reivindicações de alguns burgueses e o interesse de aumentar a importância do Porto, o Rei D. Fernando I determina que o julgado Melres seja dado como termo da Cidade do Porto.


GUERRA DA RESTAURAÇÃO

Marques Marialva No período de 1580 a 1640 vivemos sob o domínio Filipino da dinastia Espanhola, que fez acumular bastantes descontentamentos, os quais resultaram em 28 anos de lutas, que se designaram pelas Guerras de Restauração e que culminaram com a instauração da Casa Real de Bragança à frente dos destinos do País.
Durante esta Guerra, um dos elementos mais activos para a restauração da Independência (1640), foi um nobre e militar português chamado D. António Luís de Meneses. Pelos seus feitos foi agraciado com vários títulos, e um deles se destaca, o de 1º Marquês de Marialva, com o qual recebe o senhorio da Vila de Melres, juntamente com muitos outros.
Pese embora Melres tenha sido doada com benefício para o seu donatário e obrigando os seus habitantes a contribuir com os seus impostos, o que é indiscutível, é que esta situação determinou o percurso e estatuto que Melres representou na sociedade portuguesa naquela época.

 

GUERRA FANTÁSTICA (1760-1762)

Esta Guerra também é conhecida como a Guerra do Pacto de Família, foi o nome que ligou Portugal à participação na Guerra dos Sete Anos; dada a tradicional aliança que Portugal mantinha com o Reino Unido (Inglaterra), o qual enfrentava as hostilidades da França e da Espanha.
As hostilidades a Portugal começaram com a invasão da Colónia do Sacramento e a região actual do Rio Grande do Sul, por parte da Espanha.
Contudo Portugal também foi invadido em 1762 pela Espanha, a partir das fronteiras de Trás-os-Montes, vindo a ser conquistada Miranda, Bragança e Chaves.
Nesta Guerra participou como Tenente e depois Capitão de Infantaria – o Dr. Francisco da Cunha Pinto Ozório, um Melrense, filho de João da Cunha C. Ozório de Portocarreiro – senhor da casa da Bandeirinha de Melres e depois também do Palácio da Bandeirinha do Porto, e de D. Vitória Joana Brandão da Cunha, herdeira da casa da Sobreira de Melres.
Embora este Dr. Francisco Portocarreiro tenha sido herdeiro de seu irmão Manuel, que morreu afogado no rio Douro, indo de Melres para o Porto, também ele faleceu durante a guerra e por conseguinte não deixou sucessão. É curioso que em vida, conta-se que Francisco, todas as vezes que olhava para o rio Douro, dizia: -“ Ah! Rio, rio! – que a meu irmão mataste a sede, e a mim a fome e o frio”.
O exército Franco - Espanhol, que invadiu Portugal tinha cerca de quarenta mil homens, enquanto o exército Anglo - Português sob o comando do Conde de Lippe, teria cerca de vinte mil homens, portanto metade.
Apesar das variadas movimentações das tropas, não ocorreu nenhuma Batalha, o que levou a designar esta Guerra, como a Guerra Fantástica.


GUERRA PENINSULAR

Soult Aquilo a que chamaram Guerra Peninsular, está integrado num conflito mais alargado e que foram as Guerras Napoleónicas.
Desde que Napoleão Bonaparte ascendeu ao poder, a Espanha aliou-se à França de Napoleão, para prejudicar os interesses comerciais da Inglaterra (Reino Unido). E como forma de concretizar e atingir este objectivo, decidiram que invadiriam Portugal (antigo aliado da Inglaterra) e dividiriam o nosso País entre eles.
Para se cumprir o tratado dos Franceses com os Espanhóis, Napoleão ordenou a Invasão de Portugal, o que aconteceria por três vezes – conhecidas como Invasões Francesas a Portugal.
Aquela que nos afecta mais directamente é a 2ª Invasão, que foi liderada pelo Marechal Soult. Aproveitando uma fronteira desprotegida, entra pelo Minho, em Março de 1809 e avança até à Cidade do Porto que ocupou a 24 desse mês e definem o rio Douro como fronteira.
É neste período que Melres sofre as consequências destes invasores. Estes acontecimentos foram transmitidos oralmente até aos dias de hoje e podem resumir-se ao seguinte:

  1. Os soldados que estiveram por aqui, ocuparam o solar da Bandeirinha, a casa dos Loureiros, o edifício da Câmara e a casa que lhe está nas traseiras – conhecida como a casa de Cimo-de-Vila – a qual serviu de paiol para guardar o armamento dos franceses;
  2. Outro aspecto que marcou de forma triste este período, foi a morte do morgado de S. Tiago de Melres – João da Cunha Araújo Portocarreiro, acusado de ser jacobino.

Além do infortúnio de lhe ocuparem a casa de Melres, ele (morgado João Portocarreiro) como tenente-coronel da Infantaria nº6, fora destacado para a bateria do Bonfim no Porto, mas alguns populares da Legião, de forma facciosa e ordinária, rosnavam que era jacobino e rebelde a el-rei e por isso o prenderam.
A passagem desta tramóia ninguém a conta melhor que Camilo Castelo Branco, no seu livro “Onde está a felicidade?” e por isso se transcreve:
“- Que lhe hei-de eu dizer-lhe, senhor João? Que o levaram: Trinta milhões de diabos...
- A quem?
- Ao fidalgo da Bandeirinha.
- Santo nome de Deus! Lá se me vai o meu dinheiro! Vocês mataram-no de todo! O homem já não fala?
- Nem um triste pio! O caso foi assim: prendemo-lo para o trazermos ao bispo; mas, às duas por três, o bispo era capaz de o pôr no olho da rua, porque os grandes acodem uns pelos outros. Quando chegámos ao Padrão das Almas, o Sr. Raimundo José Pinheiro fez uma prédica ao povo em que dizia que o melhor era dar cabo de todos os jacobinos. Palavras não eram ditas; o Francisco Reteniz mete uma bala na cabeça ao fidalgo, e eu, como não quer a coisa, fui-lhe arrumando com a chanfana pela cernelha. O jacobino pediu que o deixassem confessar, mas foi como se nada. Fervia a tempona de criar bicho, que era um louvar a Deus!
Aquele lá fica estatelado no Padrão das Almas. Amanhã há-de ter companheiros...A coisa não fica por aqui. O Luís de Oliveira espicha. O Chanceler há-de levá-lo também o diabo. Todos os presos da Inconfidência hão-de ser feitos em postas na relação...”.
É de referir que o Chanceler também era de Melres – Dr. Manuel Francisco da Silva Magro e Moura, marido da herdeira do Morgadio dos Loureiros e da Casa Grande de Melres, por isso amigo e parente do fidalgo da Bandeirinha, mas conseguiu escapar a tão cruel sentença de que este último foi vitima e que também lhe queriam aplicar.
O tenente-coronel João de Portocarreiro, era ainda irmão do General e Marechal de Campo – Joaquim de Brito de Araújo Coutinho de Portocarreiro, e do Coronel – António de Araújo Vasques da Cunha Portocarreiro (1º Barão de Pombalinho). Estes dois irmãos serviram na Leal Legião Lusitana durante esta Guerra Peninsular.

GUERRA CIVIL PORTUGUESA (1828-1834)


D. Miguel A guerra civil portuguesa (1828-1834), por vezes referida por lutas liberais, acontece em consequência de uma crise de sucessão ao trono Português.
Por um lado o Rei D. Miguel e os seus apoiantes que defendiam o absolutismo, e por outro lado, o ex-Rei D. Pedro IV e regente do Reino em nome da sua filha, a rainha D. Maria II.
Esta guerra civil tem uma conotação mais lata ou ampla, e num contexto mais restrito, temos o CERCO DO PORTO, que é uma das batalhas, que se estende a Melres e aos seus principais nobres, os quais tinham tomado partido por D. Miguel I.
Nesta fase convém descrever o que levou ao Cerco do Porto e posteriormente no contexto desta batalha, enquadrar as referências que existem sobre o acontecido em Melres.
Considerando que D. Miguel tinha cometido uma traição e por consequência usurpado o trono de Portugal à senhora D. Maria II, o pai desta – D. Pedro IV e um grupo de liberais, desembarcam na Praia da Memória, a norte do Porto e as forças constitucionais dirigiram-se para dentro da Cidade Invicta.
Por aquilo que rezam os escritos, o senhor D. Pedro entrou na Cidade do Porto pelo meio-dia de 9 Julho de 1832, sendo recebido como salvador da Pátria. Dirigindo-se aos Paços do Concelho na Praça Nova, apareceu na varanda, acompanhado de outros heróis. Por ali ressoarem os vivas ao augusto senhor e à Rainha D. Maria II. Correspondeu D. Pedro e falou ao Povo.
Uma vez as forças liberais dentro dos muros da Cidade Invicta e entrincheiradas, levam a que os Miguelista ponham em marcha um duro e longo cerco à cidade do Porto, conhecido vulgarmente por “CERCO DO PORTO”, que principiou em 8 de Setembro de 1832.
O Cerco do Porto durou até Agosto de 1833 e o inimigo (aqui entendido como os Miguelistas) foi estabelecer-se a 4 léguas do Porto. Nesta fase convém transcrever o que refere o livro “O Cerco do Porto” de 1840, porque é nesta parte que Melres é palco nestas lutas liberais.
«Finalmente o inimigo, forçado a levantar o sitio da Cidade, foi estabelecer-se a quatro léguas em todos os pontos das estradas que seguem ao Porto, fazendo o central em Santo Tirso, a direita em Vila do Conde e a esquerda em Melres: a divisão ao Sul do Douro abandonou suas posições no dia 18 por noite, e foi tomar ponto central em Souto – Redondo a quatro léguas tomando todas as estradas transitáveis para o Porto...»
Face a esta situação, os liberais decidiram investir sobre os Absolutistas e então no dia 30 de Agosto de 1833, a sortida dos liberais ocorre em Azurara, Melres e Lomba (Gondomar).
«O General Conde de Saldanha foi chamado por S. M. I. a Lisboa e no dia 23 de Agosto tomou o comando da defesa do Porto, o General Stubbs.
“ Este circunspecto General ao mesmo tempo que estudava a segurança da Cidade, suas visitas se estendiam a aniquilar a força do inimigo. Ele (o General) constando-lhe que em Azurara se achava reunida uma guerrilha Miguelina, fez marchar um batalhão de voluntários...”
“ Ao mesmo tempo marchou pelo Douro acima em direcção a Melres, o capitão Joaquim Bento com uma companhia do seu Regimento nº10 e batendo-se ali com um Regimento de Milícias, e Voluntários Realengos, com tanta fortuna, e vantagem, que em menos de uma hora aqueles escravos do usurpador se escaparam abandonando o seu posto, deixando em poder dos liberais 350 cunhetes, oito barris de cartuchame de pólvora, 50 lanternetas, 4 morteiros, e 1 peça de calibre 18, com cujos despojos se recolheram à Cidade”.
“No mesmo dia e na mesma ocasião, o Sargento Jerónimo Pinto, com mais alguns voluntários patriotas da Vila da Feira, sabendo que no sitio da Lomba na margem do Douro se achavam duas barcas carregadas com artilharia grossa, e estas guardadas por uma guerrilha Miguelina de 100 homens comandados pelo Capitão-mor de Ordenanças da Raiva, aqueles bravos, e atrevidos liberais correram ao sitio, e bateram-se com as guerrilhas, os fizeram retirar tomando-lhe as duas barcas que conduziram ao Porto, trazendo a monstruosa peça Paulo Cordeiro, outra de calibre 42, quatro morteiros, sete caixões de cartuchame, quantidade de balas, bombas, e outros petrechos de guerra”.
Como o inimigo continuava estabelecido àquela distância de quatro léguas e interceptava naqueles pontos tudo quanto pretendia passar para o Porto, isto ocupava a atenção do General Stubbs, e ainda porque soube que os Generais Miguelistas forcejavam em reunir vários destacamentos de tropas, decidiu fazer um movimento geral sobre os pontos ocupados pelo inimigo.
O que efectivamente aconteceu é que no dia 3 de Setembro de 1833, houve uma sortida dos liberais sobre, Baltar, Vila do Conde e novamente sobre Melres.
“ No dia três de Setembro pelas duas horas da manhã, o mesmo General Stubbs à frente de uma coluna marchou pela estrada de Baltar à procurar o inimigo...
No mesmo dia e hora, outra força liberal comandada pelo General Zagallo marchou pela esquerda em direcção à estrada de Braga e Vila do Conde,...
Outra pequena coluna comandada pelo Major Fontoura, marchou pela direita em direcção a Melres, aonde o inimigo (depois do acontecido no dia 30 de Agosto) novamente tinha reunido e reforçado aquele ponto com 300 homens de Infantaria nº19, Voluntários Realengos, e porção de guerrilhas; cujas forças pretenderam defender o ponto que lhes fora confiado, e depois de alguma resistência, fugiram diante dos bravos que os procuravam; e por consequência Melres ficou em poder dos liberais em quanto estes levantaram do fundo do Rio Douro toda a artilharia, que o inimigo ali tinha afogado, pensando que desta maneira seria salva, e não caíria no poder dos Liberais”.
Chegados a este ponto convém lembrar quem eram os chefes locais que faziam parte da velha nobreza e defendiam D. Miguel I e o absolutismo. O Pároco de Melres – Frei José da Graça Almeida – um lugar-tenente de D. Miguel; o Morgado de Vilar de Perdizes e também Morgado dos Loureiros – António Sousa Pereira Coutinho – que chegou a ser o chefe de uma Junta clandestina mesmo com D. Miguel no exílio; o Morgado de Sante (da Lomba) – Manuel Ferreira da Silva – que foi comandante do Facho da serra de Vilarinho da Vila de Melres e depois comandante do batalhão de Paiva.
Este apoio da nobreza local à causa de D. Miguel I, com o triunfo dos Liberais é que ditou a sentença que levou à extinção do Concelho de Melres.
No entanto não haviam só absolutistas em Melres, também existiam liberais a minar o poder instituído e a fazer contra informação (ou porque não dizer contra – espionagem).
Em virtude do triunfo dos liberais, D. Pedro IV ainda nomeou Henrique Coelho da Rocha, como Provedor do Concelho de Melres.


PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Atendendo às orientações da recente instaurada Republica, Portugal participou na Primeira Guerra Mundial ao lado dos seus aliados.
Em Setembro de 1914 foram enviadas as primeiras tropas para África que perante os alemães, sofreram uma série de derrotas.
Mais tarde em 1917, partiam também as primeiras tropas portuguesas para a guerra na Europa, particularmente para a Flandres.
A Batalha de La Lys, que marcou a participação de Portugal nesta Guerra contra os alemães, provocou uma derrota às tropas portuguesas, como já não acontecia desde a Batalha de Alcácer – Quibir (1578).
Apesar do Corpo Expedicionário português ter vivido dias de inferno e grande angústia, os nossos dez Melrenses que tiveram de participar neste horror, tiveram apesar das dificuldades, a sorte de ainda poder regressar à sua terra natal.
Mais uma vez, devemos lembrar os nomes dos nossos homens, que apesar de humildes e incógnitos, foram uns heróis ao suportar os tormentos e medo infligido pelos poderosos alemães, e são eles:

  1. António Luiz; António da Rocha Carvalho; Belmiro Martins Alves; Camilo Nogueira; Domingos Moreira dos Santos; Isidro Moreira; Joaquim Gonçalves Viana; José Gonçalves Viana; Manuel da Rocha e Manuel Sousa.

Portanto é justo que evoquemos aqui a sua memória, porque percentualmente Melres foi das freguesias do Concelho de Gondomar com maior representação.


GUERRA COLONIAL PORTUGUESA

Guerra Colonial

A Guerra Colonial é sinónimo de Guerra do Ultramar, corresponde ao período de tempo entre 1961 e 1974, e que se caracteriza por confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças de libertação das antigas Províncias Ultramarinas de Angola, Guiné – Bissau e Moçambique.
O que sustentava a iniciativa portuguesa era a defesa daquilo que eles consideravam território nacional e assentava essencialmente num princípio político. Quanto aos movimentos de libertação, o que eles queriam era a auto – determinação e independência, com um apoio internacional de apoio e incentivo á luta.
Esta Guerra Colonial, foi desde sempre apontada como principal motivo e justificação para a queda do Regime em Portugal e que culminou com o 25 de Abril de 1974.
Portanto a Revolução dos Cravos, determinou o fim da Guerra Colonial e a mudança de orientação política do País, com consequente remodelação e novo rumo da intervenção das Forças Armadas Portuguesas.
Finalmente é importante lembrar os veteranos de Guerra e aqueles que nela participaram e foram vitimas, o que demonstra as consequências visíveis do conflito.
Na listagem de Ex-Combatentes de Melres que Morreram por Portugal, vem referido três vitimas e que são:

  1. Armando da Conceição Brites, falecido a 06-10-1968, na Província da Guiné, e sepultado no Cemitério Casais da Igreja – Torres Novas;
  2. Horácio Rocha Ferreira, falecido a 26-10-1964, na Província da Guiné, e sepultado no Cemitério Nova Lamego – Guiné;
  3. José Augusto Baptista de Oliveira, falecido a 18-02-1974, na Província de Moçambique, e sepultado no Cemitério de Branzêlo da Vila de Melres.

 
Embora lamente, mas no entanto só associamos o Sr. José Augusto Baptista de Oliveira, à sua respeitada família que vive no lugar de Branzêlo desta Vila de Melres. É provável que os outros dois companheiros, já não estivessem a residir em Melres, ou por impossibilidade económicas ou logísticas, os seus restos mortais não vieram para serem sepultados em Melres.

Finalmente o sentido reconhecimento às vítimas, e ainda uma palavra amiga a todos aqueles que participaram e foram bastantes, especialmente aqueles que ficaram com sequelas, que ainda hoje são visíveis e portanto além das marcas de invalidez que ficaram, é justo o estatuto de reconhecimento e de direito à assistência que o Estado lhes deve oferecer.


Bibliografia

Castelo Branco, C. (1981). Onde está a felicidade? Mem – Martins: Circulo de Leitores, L.da.
Lima, J. Baptista (1931). Terras Portuguesas. Memória sobre os forais. Póvoa do Varzim.
Pinho Leal, A. S. A.(1990). Portugal Antigo e Moderno – Dicionário. Monte da Caparica Editores.
Oliveira, C. (1934). O Concelho de Gondomar. Porto: Imprensa Moderna, L.da.
Portuense (anónimo) (1840). O Cerco do Porto. Porto: Tipografia de Faria & Silva.
Santos, A. (s/d). Subsídios para uma monografia de Melres. Manuscrito.
Soveral, M. A (1997). Portocarreros do Palácio da Bandeirinha. Porto: MASmedia.
Teixeira, R. A (2002). A Guerra do Ultramar. Lisboa: Editorial Noticias.

WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre.

NOTA: Agradeço ainda a colaboração do Sr. Dr. - Pedro Pinto, da Universidade Nova de Lisboa, particularmente sobre o tema do Cerco do Porto.


Trabalho da autoria de: Joaquim Gonçalves Mendes.




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