Na história militar de Portugal houve várias guerras, com implicações para Melres e para os seus habitantes.
Existiram situações em que alguns Melrenses, foram chamados a cumprir o seu dever patriótico; outros casos houve, em que os acontecimentos, ocorreram aqui, com implicação nas suas gentes, sujeitas a necessidades e sa...
É sempre difícil precisar a origem de um determinado território e definir a sua cultura primitiva. Quanto mais longínquo pretendemos chegar no tempo, mais carregado de incertezas será o resultado e frágil o conteúdo de qualquer tese que se apresente.
Pelos vestígios, achados, estudos e correlações com os nossos vizinhos, podemos aferir de determinadas suposições ...
Por conseguinte o brasão do portão, tem no 1º quartel, as armas dos Portocarreiros (axadrezado de ouro e azul, de três peças em faixa e cinco em pala); 2º quartel, as armas de Osório (de ouro com dois lobos de vermelho); 3º quartel as armas dos Cunhas (de ouro, com nove cunhas de azul); 4º quartel as armas dos Fonsecas / Coutinhos (de ouro com cinco estrelas de vermelho). Em termos de Signos exteriores tem ainda um elmo e timbre: cavalo nascente de ouro, bridado e enfreado de azul – o timbre corresponde ao das armas do 1º quartel, ou seja, às dos Portocarreiro. Pelo exposto podemos deduzir a importância deste brasão, que corresponde às armas de toda esta família e às do morgadio, que foi instituído sob invocação de S. Tiago, com capela na Igreja Matriz.
O brasão da fachada lateral do solar, que é um esquartelado de Cunha, Ferraz (de vermelho com seis arruelas), Vieira (de vermelho com cinco vieiras de ouro) e Osório. Este escudo foi brasonado em contravenção com as leis da heráldica, não sei se por desconhecimento, se para assinalar alguma diferença. Pode-se pensar que em relação às vieiras deviam ser em número de seis, podia ser para assinalar a tal diferença. Pelas suas características, traduz uma certa antiguidade, e pensa-se que pertenceu ao Morgado Manuel da Cunha Osório de Portocarreiro, que foi capitão-mor de Melres (1645), vereador do Senado da Câmara e Comissário do Rei “para os galeões de ouro”.
Por ultimo temos o brasão esculpido em talha dos ornamentados tectos, que datam de 1698. Este é esquartelado de Cunha, Portocarreiro, Coutinho e Osório. Atendendo à data dos tectos, as pessoas que nesta altura residiam no solar, podemos inferir que pertencem ao Morgado Manuel da Cunha Coutinho de Portocarreiro – Fidalgo de Solar e que fez justificação de nobreza, lavrada no Tabelião da Vila de Melres a 13/05/1715.
Seguindo a mesma metodologia, vamos agora falar do solar da “Casa Grande”.
Finalmente, podemos falar ainda, do brasão existente no actual Centro Social – antigo Paço do Donatário , onde funcionou os Paços do Concelho da Vila de Melres e que é um brasão de armas, dos Marqueses de Marialva, donatários de Melres por isso de domínio e cuja descrição é a seguinte: 1º e 4º quartel (armas reais de Portugal) de prata, com cinco escudetes de azul, postos em cruz e cada escudete carregado de cinco besantes do primeiro esmalte, postos em sautor e bordadura de vermelho carregado de sete castelos de ouro; o 2º e 3º quartel de azul, com três flores-de-lis de ouro; sobreposto um escudarte de ouro, com um anel encoberto, tendo um rubi, voltado para o chefe.
Elaborado por: Joaquim Gonçalves Mendes.