Na história militar de Portugal houve várias guerras, com implicações para Melres e para os seus habitantes.
Existiram situações em que alguns Melrenses, foram chamados a cumprir o seu dever patriótico; outros casos houve, em que os acontecimentos, ocorreram aqui, com implicação nas suas gentes, sujeitas a necessidades e sa...
É sempre difícil precisar a origem de um determinado território e definir a sua cultura primitiva. Quanto mais longínquo pretendemos chegar no tempo, mais carregado de incertezas será o resultado e frágil o conteúdo de qualquer tese que se apresente.
Pelos vestígios, achados, estudos e correlações com os nossos vizinhos, podemos aferir de determinadas suposições ...
«Seguem-se várias assinaturas que pouco interessam e por isso omitimos. O documento está datado à maneira romana e segundo a era de César. Mas simplificou-se tudo, empregando a nossa maneira de datar».
Este testamento só diz que a Vila se estendia pelos termos antigos, que eram os limites que os Romanos lhe fixaram. Todavia, essas extremas, são-nos indicadas por um outro documento de 1049, também extraído do livro de Mumadona, que apenas se transcreve a tradução, na parte que nos interessa. Reza assim:
“Na era de 1049, reinando o príncipe Fernando, rei, e sua esposa, a rainha D. Sancha.....
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“E entre o rio Douro e Aguiar, a vila de Melres toda com suas pertenças, tanto desta como da outra margem do Douro com a igreja de Santa Maria sempre virgem e de S. Veríssimo, pelos seus antigos limites e com todos os seus rendimentos”.
“Delimita-se a mesma vila pelo monte Agudo até ao monte da Pedra Talhada, entre Cabroelo e Melres e, passando por Rio Mau, atravessa o rio Douro e inclui as pesqueiras junto à igreja de Santa Eulália; segue até ao monte da Meda, entre Fermedo e Melres e daí inflecte para o lugar Chamado Lavercos, do qual é nossa a metade completa, dirige-se depois à pesqueira do Abade, cuja metade também nos pertence; abrange ambas as margens do rio Inha e continua para a margem direita do Douro, entre Sobrido e as Medas; segue depois para a Portela, entre Vila Cova e Melres, avança até Carrazedo e termina no Monte Agudo, onde começamos”.
“Ficam ainda fora destes limites outros lugares que à mesma Vila pertencem. Assim de Vilar Longo temos a quarta parte e o lugar de Brandião com as suas pesqueiras e igrejas e com todas as suas prestações, tais quais nos pertence a terça parte completa”.
“Isto que atrás se menciona, como diz o testamento do rei D. Ramiro e as escrituras posteriores, pertence ao convento de Guimarães e assim deve continuar”.
Nota: Como os documentos originais, estão escritos num estilo empolado do latim bárbaro e arrevesado da Idade Média, foram traduzidos pelo f. Dr. Albino Santos, de uma forma um tanto livre.
Portanto limitamo-nos aqui a reproduzir e transcrever tais traduções, tal como foram feitas.