Junta Freguesia de Melres

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Conflitos Armados - Guerras


Identidade Territorial de Melres


Bispos naturais de Melres

Breve Biografia

D. FREI CLEMENTE VIEIRA

16º Bispo da Diocese de Angra (1687 – 1692)
Inicio: 1687/11/24 – Fim: 1692/09/24 – Duração: 4 anos, 10 meses.


“Filho de Domingos de Carvalho e de sua mulher Jerónima Malheiro, pessoas nobres. Nasceu na Vila de Melres, Minho. Da ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, lente de Teologia na Universidade de Coimbra, qualificador do Santo Ofício, do Conselho de Sua Majestade. O Rei D. Pedro II o nomeou Bispo de Angra, confirmado pelo poder Papal de Inocêncio XI (24.XI.1687). Sagrou-o o Bispo do Porto D. João de Sousa com a assistência de dois abades mitrados”.
“Após algum tempo passado na Corte, cuja permanência o monarca aproveitou para o consultar por suas grandes letras, partiu para a cidade episcopal de Angra, onde desembarcou (12.X.1688), iniciando um governo de «brandura e suavidade e notável prudência». Visitou as Ilhas do Faial, Terceira e S. Miguel. Lançou proibição contra o costume de se fazerem, dia e noite, danças e jogos nas casas das pré-casadas e no dia imediato ao baptismo dos filhos primogénitos, sob pretexto de escândalo para a Religião. Condenou a falta de compostura nos templos (visita a S. Miguel, 1692) e o hábito de se deixarem bestas na praça que acabavam por invadir o adro (da Matriz de Vila Franca do Campo)», que algumas vezes entravam na igreja ou na capela da Misericórdia». Em 1690-91 foi provedor da Misericórdia de Angra”.
Durante a visita à Ilha de S. Miguel, este prelado novamente uniu em uma só Ouvidoria, em Ponta Delgada, esta e a da Ribeira Grande, que o Cabido desanexaria depois. Nesse tempo, parece que não foi das menos perniciosas a abundância de padres extravagantes na Diocese”.
“Morreu este prelado (24.IX.1692) durante essa sua visita a S. Miguel, aos 63 anos de idade. Foi enterrado na capela-mor do Convento da Graça, onde se aposentara”.
MOTA, Valdemar (1981). SANTA SÉ DO SALVADOR. Igreja Catedral dos Açores. Angra do Heroísmo.

Fr. Clemente Vieira LEGENDA: «. Fr. Clemente Vieira, Eremita de S. Agostinho em 1688. D. Teólogo e Lente da Universidade de Coimbra, faleceu na visita de S. Miguel em 1692 e jaz no Convento da sua ordem». Retrato a óleo, que está a Sé Catedral dos Açores.

D. Frei Clemente Vieira, sendo o mais novo de seis filhos, teve como irmãos: Luís de Mello e Cristóvão de Mello – ambos abades; António de Macedo e Mello, que foi Ouvidor do 1º Marquês de Marialva; D. Luisa de Macedo e D. Francisca de Mello.

Documentos na Internet:

http://www.ecclesia.pt/angra
http://pt.wikipedia.org/wiki/Clemente_Vieira

D. FREI JOÃO DE SAHAGUM

17º Bispo de S. Tomé (1709 – 1730)
Inicio: 1709/07/22 – Fim: 1730/10/12 – Duração: 21 anos, 3 meses.

 

“Venerável Fr. João de Sahagum, nasceu em Melres, bispado do Porto, filho de Pedro Pinto da Cunha e de Serafina de Andrade; foi baptizado na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, da dita vila de Melres; entrou no Ermo Augustiniano reformado e professou no Mosteiro do Monte Olivete, em 22 de Julho de 1693, mudando o nome de João Pinto Brandão no de Fr. João de Sahagum; e se deu à prática da virtude tornando-se exemplaríssimo”.
“Esteve presidente do Hospício da Missão de seu Instituto na Ilha de S. Tomé, e, sendo eleito bispo dela, foi confirmado por sua Santidade, e passou à Baía a receber a Unção Sagrada. Voltando à sua Igreja, exerceu o apostolado como bom Pastor, e acabou com a morte do justo em 12 de Outubro de 1731”.

(Estes dados foram tirados do Livro das Profissões do Convento de N. S. da Conceição de Enxabregas, na Torre do Tombo). Códice – B. 47-28.

“Nasceu cerca de 1665 em Melres e faleceu em S. Tomé em 1730. Professou na Ordem de Santo Agostinho e foi missionário em S. Tomé durante sete anos. Estava já em Lisboa quando em 1709 é nomeado bispo de S. Tomé. Empenhou-se em aplacar as graves discórdias que dividiam o cabido e mais clero, mas sofreu tantos desgostos que em 1714 veio a Lisboa solicitar a renúncia do cargo, o que não lhe foi concedido. Regressou ao seu bispado e viveu exemplarmente até à sua morte em 1730”.

De todos os Prelados daquele Diocese, foi o que teve o maior tempo de governo, respectivamente 21 anos e 3 meses.

Foi o primogénito de quatro filhos, e teve três irmãs: D. Maria Pinto Brandão, D. Guiomar da Cunha Pinto Brandão e D. Teresa Pinto Brandão.
Apesar de varão e herdeiro do morgadio dos Pinto Brandão, prescindiu desse direito, para se dedicar à vida religiosa e à virtude.

Fr. João Sahagum LEGENDA: «Vera efígies do Ex.mo e Rev.mo Sr. D. Fr. João Sahagum natural de Melres, deixando o Morgado da sua ilustre casa de que era Sr., professou nesta Real Congregação a 22 de Julho de 1693, e sendo consumado em Letras e Virtudes foi Bispo de S. Tomé, e Governador deste Bispado do Porto».
Retrato a óleo que está na sacristia do Colégio da Santa Rita em Ermesinde.

O Museu do Forte de São Sebastião , em S. Tomé e Príncipe, é um museu sobre a história daquele território, e nas várias salas que possui, uma das salas é do Bispo D. Frei João de Sahagum.
Portanto o povo Santomense orgulha-se da sua história, desde a época colonial até à independência e considera este bom Pastor, como referência digna de memória.

O nome João de Sahagum (ou Sahagun)

A escolha do nome João Sahagum (em português) é uma provável homenagem a São João de Sahagun (em espanhol), que foi da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.
Para melhor entender esta escolha, convém saber, quem foi efectivamente São João de Sahagún, Confessor. O seu nome de baptismo era João Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, tendo nascido em 1430 na Cidade de Sahagun, reino de León, Espanha.
“Fez doação dos seus bens, menos uma residência, onde construiu uma capela em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a Missa diariamente, ministrando o Sacramento, pregando para a população pobre e ignorante”.
“Ao ingressar na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho em Salamanca, começou a ser conhecido como João de Sahagún”.
“Pelo seu zelo, pela fé, santidade de vida, milagres e por possuir também o dom de ler as consciências, é considerado santo. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado Santo pela Igreja em 1690”.
“ Por denunciar o mal existente nos altos postos da sociedade onde vivia, sofreu vários atentados, e acabou envenenado (1479) pela concubina de um nobre, à qual ele o havia convencido a abandonar”.
...
O Convento de Religiosos Eremitas de Santo Agostinho, no Porto, cuja construção se iniciou em 1613, foi dedicado precisamente a São João de Sahagún, e só mais tarde é que passou a chamar-se de Convento de S. João Novo.
Penso que por aquilo que se referiu; em relação à vida de S. João Sahagun, o facto de ser uma referência na Ordem Eremitas de S. Agostinho, e o próprio Convento da Ordem, ter-lhe sido dedicado; deve ter criado em João Pinto Brandão, uma grande admiração e respeito, por esta figura, da sua própria Ordem.
Como forma de homenagear e tributo a São João de Sahagún; mudou o seu nome próprio, para o de D. João de Sahagum (na vida religiosa). Também seguiu a prática da virtude, à semelhança do seu ídolo.



Documentos da Internet:
http://www.catolicanet.com/?system=santododia&action=ver_santos&data=12/06
http://pwp.netcabo.pt/users/219/0437301501/mas/BrandaoMacedoeMello.htm

 

Elaborado por: Joaquim Gonçalves Mendes




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