Na história militar de Portugal houve várias guerras, com implicações para Melres e para os seus habitantes.
Existiram situações em que alguns Melrenses, foram chamados a cumprir o seu dever patriótico; outros casos houve, em que os acontecimentos, ocorreram aqui, com implicação nas suas gentes, sujeitas a necessidades e sa...
É sempre difícil precisar a origem de um determinado território e definir a sua cultura primitiva. Quanto mais longínquo pretendemos chegar no tempo, mais carregado de incertezas será o resultado e frágil o conteúdo de qualquer tese que se apresente.
Pelos vestígios, achados, estudos e correlações com os nossos vizinhos, podemos aferir de determinadas suposições ...
QUINZE DIAS ANTES DA PÁSCOA - Senhor dos Passos
MAIO - Senhora de Fátima
JUNHO - Senhora de Lurdes
2º DOMINGO DE JULHO - Santa Iria
TERCEIRO DOMINGO JULHO - Santissimo Sacramento e Comunhão
1º DOMINGO DE AGOSTO - Nª Srª da Piedade
15 DE AGOSTO - Nª Srª da Assunção
DOMINGO MAIS PRÓXIMO DO DIA 24 DE AGOSTO - S. Bartolomeu
21 DE SETEMBRO - Feira das Nozes
A fé pela religião católica, e a veneração de determinados Santos, já vem de tempos muito antigos.
A carta da Villa de Mellares do ano de 951 é o documento mais antigo que se conhece sobre Melres, referindo a ligação ao Mosteiro de Guimarães e por conseguinte à Igreja católica.
No entanto, é no inventário dos bens que a Condessa D. Mumadona doou ao Mosteiro de Guimarães, que se refere a Villa de Mellares com sua Igreja de Santa Maria sempre virgem e de S. Veríssimo. Por isto, a devoção a SANTA MARIA - mãe de Jesus - e a S. Veríssimo é muito antiga e só posteriormente foram surgindo o culto de outros santos.
Seguindo na medida do possível o princípio da antiguidade e a ordem pela qual foram sendo construídos os diferentes templos (igrejas e capelas), irei fazer uma pequena abordagem á vida de referido santo, ás causas de que é defensor ou protector e a data em que é recordado.
Dado ainda que Melres foi Concelho durante muito tempo e teve anexa a freguesia da Lomba- que só em 1807 é que se tornou em freguesia própria – e até porque o Padroeiro da Igreja de Stº António da Lomba era o abade de Melres, também aproveitarei para me referir aos santos que lá são venerados.
Pela importância e sobretudo pelo acentuado vínculo religioso, que se atribui a esta efeméride, reservei um espaço específico e à parte para descrever tão significativo acontecimento.
A procissão do Senhor dos Passos, realiza-se no 5º Domingo da Quaresma, ou 15 dias antes do Domingo de Páscoa. Pela longa história, tradição, mas sobretudo pelo pendor espiritual, religioso que lhe está associada e ainda por ser única no Concelho de Gondomar, faz que seja um acontecimento impar e de grande relevo.
Julgo poder afirmar que a devoção ao Senhor dos Passos teve origem, ou como ponto de partida a Irmandade dos Passos e Cruz de Cristo de Melres, a qual tem estatutos de 1726; ou seja, surgiu à pelo menos 280 anos – no tempo em que a Vila de Melres era também Concelho.
As Irmandades (também designadas Confrarias), são associações religiosas de leigos no seio do espirito católico, que se reuniam para promover o culto a um Santo, representado por uma relíquia ou imagem (e que é este o caso concreto de Melres).
Cada Irmandade tinha o seu próprio estatuto, que devia ser aprovado pelo rei de Portugal, como grão-mestre que era da Ordem de Cristo.
Desde a antiguidade que o subsolo desta região tem despertado o interesse, daqueles que procuram encontrar e extrair minério/riqueza das profundezas.
A região do Couto Mineiro das Banjas foi intensamente explorada pelos Romanos, dos quais ainda existem vestígios tais como: almofarizes e a forma como cavaram as galerias.